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terça-feira, 20 de abril de 2010

O Monstro


Angela Merkel

Caros leitores.

Como é do conhecimento geral, a nossa pátria atravessa uma das mais complicados crises, com o Monstro (défice orçamental) a não dar tréguas, e a precisar de uma banda gástrica urgentemente, sob pena de lhe dar o fanico, dado o problema de obesidade mórbida, que ao que parece é crónica.

Contenção, parece quanto a mim, ser a palavra de ordem, no sentido de se procurar e alcançar o equilíbrio das contas do Estado, de modo a devolver confiança aos agentes económicos, e transmitir alguma credibilidade ao exterior de forma a captar investimento, e deixar os senhores das agências de renting a dormir descansados.

As badaladas agências de renting, que até agora não se ouvia falar, e que deram um precioso contributo para a crise do sub prime americano, que teve os efeitos que toda a gente conheceu, continuam descrentes quanto à capacidade de Portugal em resolver o problema do défice das contas do Estado, tendo decidido para tal baixar a notação de Portugal.

Meus caros, eu não pertenço a nenhuma dessas agências que se limitam a especular, e que tem interesses duvidosos, e quanto a mim deveriam ser sancionadas pelo comportamento asqueroso que tiveram no passado recente, mas o facto é que até, eu baixava o renting da dívida pública portuguesa face ao comportamento do governo.

Em primeiro lugar atendamos ao desempenho da economia nacional dos últimos anos, e não estou a falar das últimas décadas.

Portugal salva raras excepções, sempre apresentou crescimentos anémicos, medíocres face à média dos congéneres europeus.

Temos uma economia extremamente dependente do Estado, daí que eu acho que vivemos num Estado semi-comunista, em que este, está presente onde não deve, e ausente onde deve, isto muito por causa das famosas privatizações, de sectores estratégicos, que outra hora pertenceram ao Estado, e que sucessivamente foram sendo alienados muito por falta da capacidade visionária dos nossos políticos, que se movem na penumbra, e que mais tarde vão ocupar cargos nas administrações dessas empresas. (Uma forma de trair a Pátria)

Em segundo lugar, como é possível que no actual contexto financeiro e económico, o Governo tenha vindo anunciar que pretendia avançar com as megalomanias, como a construção do novo aeroporto, Tgv, a nova ponte sobre o Tejo, alegando que com estes investimentos (aplicava a teoria Keynesiana), iria dar o impulso necessário para que a economia recuperasse parte dos empregos perdidos. (Um modelo económico mais que esgotado. Um insulto à inteligência dos portugueses)

Sr. PM em traços muito gerais, penso que o caminho mais natural e razoável que se deve tomar nesta altura, é fazer esta equação muito simples, "se não há dinheiro, não há vicio".

Felizmente a chanceler Angela Merkel veio dar um puxão de orelhas a Sócrates, mostrando-se indisponível para os seus devaneios, tendo imposto ao governo português um necessário aumento da carga fiscal (aumento do IVA) para cumprir as regras do pacto de estabilidade e crescimento.

Srª Merkel um obrigado sincero pela ingerência.






quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A face nada oculta de Portugal

João Rendeiro

O título é sugestivo, e não se preocupem porque não vou fazer nenhuma revelação acerca do dito caso que faz correr "rios de tintas" nas redacções dos nossos espaços informativos, até porque os coitadinhos são inocentes até que provem o contrário.

Agora que estamos quase em 2010 e passado mais um ano rico em peripécias vou então eleger os casos da alta finança tuga como os acontecimentos do ano de 2009 a 2030, ano em que finalmente com os recursos e tal, o caso vai prescrever, isto se eles não forem absolvidos por falta de provas.

Os casos financeiros, do BPP e do BPN, isto para não falar de outros, causam-me uma perplexidade assustadora dada a ausência dos mecanismos punitivos do estado. Ora em vez de punir exemplarmente como aconteceu no país do músculo, aqui esses senhores gozam de uma clarificadora impunidade, que diz muito do estado lastimável em que se encontra o aparelho judiciário, que aplica a sua mão pesada ao desgraçado.

Mas não posso esquecer da (des) regulação do BdP, (sem esquecer a CMVM que até teve de escrever uma carta a pedir desculpas ao ex do BPP) dado que mais uma vez, estamos perante instituições que servem apenas para pagar ordenados milionários aos senhores de Lisboa, deixando de lado os fins pelas quais elas foram criadas, o tal interesse publico.

Mas se estas instituições têm responsabilidades numa primeira instância, a tutela também a têm. E por cá, lá vamos assistindo à vergonhosa actuação dos nossos dirigentes políticos que tem nas mãos um caso que eles não fazem a mínima ideia de como resolver. e como não sabem lá vão tentando ludibriar as pessoas com falsas promessas.

Mais um caso que vai ganhar bolor na arrecadação do Tribunal.

Bom ano de 2010 para o Dr. Oliveira e Costa que deve estar com uma mantinha sobre as pernas em casa a ver o programa do Goucha, e para o Dr. Rendeiro que deve estar a escrever mais um livro sobre culinária.